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LARANJA AMARGA

Citrus aurantium L subespecie aurantium

Descrição

É uma pequena árvore, originária da Ásia, de até 5 metros de altura, de folha perene, com um tronco reto ramificado no topo, dando uma coroa arredondada. A casca é verde nos ramos e negro no tronco. As folhas são alternas, pecioladas (com o pecíolo alado na parte superior topo), lanceoladas e acuminadas no ápice; bordas lisas; são verde escuro brilhantes à superfície e mais claras na parte inferior. As flores são brancas, perfumadas, dispostas em pequenos cachos nas axilas das folhas. Têm 5 a 8 pétalas com numerosas glândulas com essência. O fruto é uma baga esférica que quando está madura tem uma cor alaranjada. A pele está cheia de glândulas secretoras de essência. No seu interior, a polpa, suculenta (carpelos), contém as sementes.

 

Floresce todo o ano, mas especialmente no mês de Abril.

 

Parte utilizada

A flor de laranjeira é a flor da laranja. O fármaco é constituído pelos botões de flores secas, na sua maioria fechados. Também são utilizadas outras partes desta planta, como a casca do fruto, os frutos e as folhas.

 

Princípios ativos

As flores contêm:

 

Óleo essencial (0,2-0,5%):

Monoterpenos: acetato de linalina, linalol, alfa-pineno, limoneno, nerol, geraniol, etc.

Antranilato de metilo como componente característico.

Flavonoides.

Triterpenos.

Lilmonóides.

A casca do fruto (pericarpio) contém;

 

Óleo essencial (2%): limonena (90%), nerol, geraniol, linalol, alfa-pineno, acetato de linalina, nerilo, geranilo, citronelino, metilo antranilato.

Flavonoides responsáveis pelo sabor amargo: neoesperidosídeo e naringosídeo.

Flavonoides não amargos: rutosídeo, hesperidosídeo, sinensetosídeo, nobiletina, tangeretina,

Furanocumarinas fotosensibilizantes.

Sais minerais.

Pectina abundante.

Carotenóides: carotenos, criptoxantina, luteoxantina, auroxantina, zeaxantina.

Sinefrina, N-metil-tiramina.

Ácidos orgânicos: cítrico, ascórbico e málico.

Ação farmacológica

As flores:

 

Sedativa.

Hipnótica.

A casca do fruto:

 

Orexigénica (estimulante do apetite) e digestiva: os compostos amargos aumentam a produção dos sucos gastrointestinais, que estimulam o apetite e facilitam a digestão.

Antiespasmódica.

Protetora da parede capilar e potenciadora da ação da vitamina C devido aos flavonoides.

Colagoga (compostos amargos).

Antidiarreica, demulcente e hipocolesterolemiante pela pectina.

Indicações

As flores:

 

Nervosismo, ansiedade, insónia.

 

A casca do fruto:

 

Anorexia, dispepsias, espasmos gastrointestinais.

Varizes, flebite, hemorroidas, fragilidade vascular, edema.

Diarreia.

Hipercolesterolemias.

Contraindicações

Gravidez e lactação.

 

Precauções e Interações com medicamentos

Interações com medicamentos:

 

As flores de laranjeira amarga podem aumentar o efeito sedativo dos barbitúricos, as benzodiazepinas, os anti-histamínicos H1 e o produzido pelo álcool.

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